Córdova é a cidade com mais reconhecimentos da UNESCO de Espanha: a Mesquita-Catedral, todo o centro histórico, a Festa dos Pátios e Medina Azahara. Quatro. E ainda assim continua a ser aquela onde as pessoas ficam menos noites das três grandes da Andaluzia: muitos visitantes chegam de manhã, veem a Mesquita e vão-se embora antes do jantar. É um erro. O site oficial de Turismo de Córdova mantém a agenda cultural atualizada e vale a pena consultá-lo antes de organizar a viagem.
O que de facto se parece com o resto da Andaluzia é a oferta de recordações. Entre ímanes da Mesquita e castanholas que não soam, é fácil voltar a casa com algo que acaba numa gaveta.
Por isso este guia segue uma regra muito simples: que se use. Estas são nove ideias para levar de Córdova — ou para oferecer a quem o acolheu por lá —, todas com ilustrações feitas à mão pela Malena e exclusivas da illustrArte.
Antes de mais: a Mesquita pode ver-se de graça, mas é preciso madrugar
De segunda a sábado, entre as 8:30 e as 9:30 da manhã, a entrada na Mesquita-Catedral é gratuita. É individual, em silêncio e sem guia, e por volta das 9:15 começam a esvaziar o monumento para dar lugar à visita normal, por isso não conte com mais de três quartos de hora. Ainda assim, a luz da primeira hora a entrar por entre as colunas compensa o madrugar. Se preferir ir com calma, a entrada geral custa 15 € e compra-se no site oficial do Cabido; tudo o resto são intermediários.
E um aviso sobre agosto: Córdova é a cidade mais quente de Espanha e passar dos 40 graus aqui não é notícia. O plano realista no verão é monumentos de manhã, sesta a sério ao meio-dia e cidade a partir das sete. À noite a cidade ressuscita: os jardins do Alcázar e o Centro Flamenco Fosforito têm programação ao ar livre durante todo o verão.
1. A garrafa térmica — aqui não é um capricho
Começamos por aquilo que vai mesmo agradecer. A nossa garrafa térmica de aço inoxidável de 500 ml mantém a água fria até 24 horas e quente até 12. Mede 28 cm e cabe em qualquer mala.
Pense na fila do Pátio das Laranjeiras ao meio-dia, ou no percurso até Medina Azahara, a oito quilómetros do centro e sem uma sombra decente. Levar água fria em Córdova em agosto não é previsão: é bom senso. E há vários desenhos, por isso é fácil acertar no presente.
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2. O lenço de seda de amoreira
Córdova é uma cidade de flores: gerânios e sárdias pendurados nas paredes caiadas, vasos azuis por todo o lado, a Calleja de las Flores como postal oficial. Um lenço estampado encaixa aqui como em poucos sítios.
O nosso é de seda de amoreira, 66 x 66 cm. Ata-se ao cabelo quando o sol aperta a sério, ao pescoço quando refresca à noite junto à Ponte Romana, ou à alça da mala simplesmente porque fica lindo. Não ocupa nada na mala e vem com envelope de apresentação, por isso vai direto para a pessoa a quem o leva.
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3. A bolsa tote Málaga, a grande
A bolsa tote Málaga é em poliéster de 400 g/m² (43 x 43 cm), com impressão dos dois lados e alças compridas de 60 cm para levar ao ombro. Tem corpo: não fica desfeita quando se carrega.
É a que vai querer para o dia inteiro em Córdova, que se faz todo a pé: a Juderia, o Alcázar, a Ponte Romana, a volta pela Ribera. Cabe a garrafa, o lenço, as compras da Calleja e o que aparecer. Há catorze desenhos diferentes.
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4. O avental de cozinha, a recordação mais cordovesa de todas
Se há uma cidade andaluza que se recorda pelo que se come, é esta. O salmorejo é cordovês, o flamenquín é cordovês, o rabo de touro e as beringelas com mel de cana são cordoveses. Voltar de Córdova com vontade de cozinhar é a coisa mais normal do mundo.
O nosso avental de cozinha flamenca mede 78 x 65 cm, é em poliéster resistente, lavável na máquina e pode ir ao secador, com tamanho único e fita ajustável. Seis desenhos diferentes, todos desenhados à mão. É o presente que se usa todos os domingos, não o que se olha uma vez.
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5. O estojo pequeno, 22 x 17 cm
O estojo Granada mede 22 x 17 cm, é impermeável e tem desenho dos dois lados. É o tamanho exato para tudo o que acaba sempre solto no fundo da mala: óculos de sol, chaves, batom, carregador.
Também funciona como estojo escolar, e aí está parte da sua graça: oferece-se como recordação de viagem em agosto e acaba a ir para a escola ou para o escritório em setembro.
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6. A toalha de praia, para a piscina do hotel
Pode soar estranho numa cidade do interior, mas quem já passou um agosto em Córdova sabe que a piscina é metade do plano. A nossa toalha de praia flamenca mede 80 x 155 cm, é em microfibra suede de 200 g/m² e de fabrico europeu: leve, macia e muito fácil de arrumar.
Ocupa muito menos do que uma toalha de turco, seca mais depressa e pesa metade. Se juntar Córdova a uns dias de costa, é esta que quer na mala.
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7. O caderno flamenco
Córdova escreve-se desde Séneca. Aqui nasceram Averróis e Maimónides, e a cidade continua a ter aquela coisa de o fazer sentar numa praça a meio da tarde e querer apontar alguma coisa.
O nosso caderno flamenco de 17 x 24 cm tem 100 folhas (200 páginas) e uma ilustração feita à mão na capa. Serve de diário de viagem e depois fica na mesa de casa, que é exatamente o que se pede a uma boa recordação.
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8. A caneca de cerâmica
A recordação clássica, bem resolvida. A nossa caneca de cerâmica de 350 ml tem uma ilustração de bailaora feita à mão e, ao contrário do íman do frigorífico, usa-se todas as manhãs.
É o presente óbvio para quem fica em casa enquanto você vai de viagem. E o mais agradecido.
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9. O saco para sapatos de flamenco
Córdova é terra de guitarra flamenca — daqui saíram Vicente Amigo e Paco Peña — e o Centro Flamenco Fosforito, na praça do Potro, é dos poucos museus de flamenco que merecem esse nome. A entrada é gratuita.
Se sair de lá com vontade de se inscrever em aulas, o saco para sapatos de flamenco (40 x 40 cm, com cordão, duplo compartimento e rede respirável) é o primeiro acessório de que vai precisar. Separa o calçado do resto das suas coisas, que é exatamente o problema que toda a gente tem no balneário.
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Prefere resolver tudo numa caixa?
Se a recordação é para oferecer, os packs poupam a dúvida de o que combina com o quê:
- Pack garrafa térmica + bolsa Cádiz — o equipamento completo para o dia de calor: água fria e uma bolsa de algodão que se dobra no fundo da mala. Também na Amazon.
- Pack estojo + caderno flamenco — o mais prático se a viagem calhar mesmo antes de setembro: serve de recordação em agosto e de material escolar no mês seguinte. Também na Amazon.
Três conselhos para comprar em Córdova sem se arrepender
- Saia da rua da Mesquita. As lojas coladas ao monumento vendem o mesmo que as de Granada e as de Sevilha. Duas ruas mais adiante, na Juderia ou em direção a San Basilio, a coisa muda bastante.
- Conte com a calcada e com o calor. O chino cordobés é lindo e duríssimo de caminhar, e em agosto vai andar carregado desde as onze da manhã. O que pesa pouco e não se parte ganha sempre.
- Escolha algo que se use. Um estojo, uma garrafa ou um avental continuam na sua vida um ano depois. Uma estatueta não.
Córdova desfruta-se devagar, à sombra e sem pressa. Que a recordação que levar siga essa mesma lógica. 💃
Se a sua viagem continuar pela Andaluzia, interessam-lhe também os nossos guias de o que comprar em Granada, o que comprar em Málaga e o que comprar em Sevilha.
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