De dois em dois anos, durante quase um mês, Sevilha enche-se de gente que atravessa a cidade a pé, com o bilhete na mão e sempre em cima da hora. É a Bienal de Flamenco, e a edição de 2026 — a vigésima quarta — decorre de 9 de setembro a 3 de outubro.

Se vai, ou se está a pensar oferecer alguma coisa a quem vai, este guia serve para as duas coisas: primeiro o que há este ano, depois as nove coisas que realmente se agradecem dentro da mala numa noite de Bienal.

O que há este ano

Os números desta edição são 72 espetáculos, 52 produções e 22 estreias absolutas. No cartaz estão Sara Baras — que regressa à Bienal ao fim de catorze anos —, José Mercé, Israel Galván, Farruquito e Marina Heredia, além de uma longa lista de artistas que se estreiam no festival.

A programação espalha-se por toda a cidade, e isso é parte do encanto: o Teatro de la Maestranza, o Lope de Vega, o Teatro Central, o Teatro Alameda, o Espacio Turina, o Real Alcázar, a igreja de San Luis de los Franceses, a Real Fábrica de Artillería e a Plaza de Toros de la Real Maestranza. Cada espaço soa de maneira diferente, e um espetáculo num pátio do Alcázar nada tem a ver com um num teatro à italiana.

Os bilhetes variam entre 12 e 75 euros, consoante o espetáculo e o espaço. Os espetáculos únicos e as estreias absolutas esgotam com semanas de antecedência, por isso convém ver o programa antes de aparecer na bilheteira.

Como é uma noite de Bienal

Vale a pena saber ao que vai, porque isso determina o que leva.

Os espetáculos começam tarde — muitos às nove ou às dez — e alguns passam das duas horas. Setembro em Sevilha ainda é verão: sai-se de casa com trinta graus e regressa-se de madrugada com bastante menos. Entre o hotel e o teatro vai-se quase sempre a pé, e o mesmo entre salas se encadear dois espetáculos na mesma noite. Depois há jantar tardio, ou um bocado nalgum sítio do centro a falar do que se acabou de ver.

Ou seja: seis a oito horas fora de casa, com calor primeiro e fresco depois, a carregar o mesmo o tempo todo. Daí esta lista.

Nove coisas que vai agradecer ter levado

Todas com ilustração original da illustrArte, desenhada à mão em Espanha.

1. Saco tote grande de 43 x 43 cm

O saco da noite. Leva os bilhetes, o programa — que na Bienal é grosso —, o casaco leve para o regresso, a garrafa e o telemóvel, e continua suficientemente plano para ficar ao colo numa cadeira estreita. É de algodão, por isso lava-se e recomeça.

Saco Tote Flamenco 43 x 43 cm — 22,50 €. Também na Amazon.

2. Garrafa térmica de 500 ml

De longe a mais útil da lista. Nove da noite em setembro em Sevilha ainda são vinte e tal graus, e dentro dos teatros o ar condicionado é forte. O aço inoxidável mantém a água fria desde que sai de casa até ao intervalo, e enche-se em qualquer fonte do centro.

Garrafa Térmica Flamenca 500 ml — 22,90 €. Também na Amazon.

3. Lenço de seda de 66 x 66 cm

O truque de quem vai há anos. Ocupa o espaço de um punho dentro da mala, não dá calor enquanto se caminha e aparece quando a temperatura desce ou quando o ar condicionado do teatro exagera. E veste: usa-se ao pescoço, no cabelo ou atado à alça do saco, e compõe um vestido simples para uma noite de estreia.

Lenço de Seda Flamenco 66 x 66 cm — 28,50 €. Também na Amazon.

4. Necessáire de 22 x 17 cm

Para que o fundo da mala deixe de ser um fundo de mala. Carregador, pensos para o sapato novo, elásticos para o cabelo, um batom e os comprimidos do costume, tudo junto e fácil de encontrar às escuras na plateia. É impermeável e com fecho, por isso aguenta que algo se abra lá dentro.

Necessáire Flamenco 22 x 17 cm — 12,95 €. Também na Amazon.

5. Caderno de 17 x 24 cm

Quem vai a vários espetáculos acaba por misturá-los. Apontar o cante que o deixou sem reação, o nome do guitarrista que não conhecia ou o título que quer procurar depois é a diferença entre lembrar-se em janeiro ou não. 200 páginas quadriculadas de 80 g/m² e espiral que abre na horizontal.

Caderno Flamenco 17 x 24 cm — 9,95 €. Também na Amazon.

6. Saco tote de 38 x 42 cm

O pequeno e dobrável. Vai dobrado dentro do grande e sai no momento em que compra o disco, o cartaz ou o livro na banca do teatro e não sabe onde os meter. Serve também para as noites em que não quer carregar nada.

Saco Tote Flamenco 38 x 42 cm — 12,95 €. Também na Amazon.

7. Caneca de cerâmica de 350 ml

Esta não é para a noite, é para depois. De todas as recordações que se trazem de uma viagem, a caneca é a única que se usa todos os dias e não ocupa prateleira. Boa opção também se ficar em casa de alguém durante a Bienal e quiser deixar uma lembrança.

Caneca de Cerâmica Flamenca 350 ml — 12,50 €. Também na Amazon.

8. Saco para sapatos de 40 x 40 cm

Dois usos. O óbvio, se além de ver espetáculos for a algum dos cursos e workshops que decorrem durante o festival: os sapatos de dança vão soltos e largam pó. E o menos óbvio, para a viagem: separar os sapatos de sair da roupa dentro da mala.

Saco para Sapatos de Flamenco 40 x 40 cm — 16,50 €. Também na Amazon.

9. Toalha de microfibra de 80 x 155 cm

Para as horas de dia, que também existem. Setembro em Sevilha dá de sobra para uma piscina de hotel ou uma escapadinha à praia entre espetáculos. É leve, absorve muito e seca depressa, por isso volta para a mala sem a deixar húmida.

Toalha Flamenca 80 x 155 cm — 19,50 €. Também na Amazon.

Dois packs, se for para oferecer

Se quem vai à Bienal é outra pessoa, ou se são vários para a mesma prenda, os packs ficam mais em conta do que as peças em separado.

Pack saco grande + necessáire. O saco de 43 x 43 cm e o necessáire de 22 x 17 cm a condizer: exatamente o equipamento de uma noite de teatro, resolvido de uma vez. Ver o pack — 29,90 €. Também na Amazon.

Pack estojo + caderno. Estojo impermeável e caderno a condizer: a prenda natural para quem sai da Bienal com vontade de se inscrever numa aula em outubro. Ver o pack — 19,90 €. Também na Amazon.

Quatro conselhos práticos

Compre com antecedência. As estreias absolutas e os espetáculos únicos voam. Se tem datas fechadas, veja o programa por espaços e não só por artistas: muitas vezes a descoberta da Bienal é alguém que não conhecia, numa sala pequena.

Calcule o percurso. Do Lope de Vega ao Central vai um bom bocado, e do Alcázar à Alameda outro. Se encadear dois espetáculos, veja o mapa antes e não depois.

Vista-se por camadas. Calor à ida, fresco à volta e ar condicionado pelo meio. Um lenço pesa menos do que um casaco e resolve as três coisas.

Reserve o jantar. Às onze e meia da noite o centro de Sevilha em Bienal está cheio. Com mesa reservada, a noite acaba bem.

Onde comprá-los

Todos os desenhos são originais da illustrArte, feitos à mão e registados. Pode comprá-los na nossa loja ou na Amazon, o que lhe for mais cómodo: na Amazon tem a entrega rápida Prime, e no site encontra o catálogo completo, incluindo os packs e as novidades antes de chegarem lá.

Se vai passar uns dias na cidade, deixamos-lhe também o nosso guia de o que comprar em Sevilha. E se a Bienal o deixar com vontade de mais, continuamos por aqui: o que esperar de uma primeira aula de flamenco, o que levar para a aula e nove ideias de prenda para a professora de dança.

Os produtos illustrArte que aparecem neste artigo são de criação própria e vendem-se na nossa loja e na Amazon.

Enquanto Afiliado da Amazon, recebo uma comissão pelas compras elegíveis.

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